quinta-feira, 14 de junho de 2007

Prahlada Maharaja disse:


“Ouvir e cantar a respeito do santo nome, da forma, das qualidades, da parafernália e dos passatempos do Senhor Vishnu, que são todos transcendentais, lembrar-se deles, servir aos pés de lótus do Senhor, oferecer ao Senhor respeitosa adoração com dezesseis classes de artigos, oferecer orações ao senhor, tornar-se Seu servo, considerar o Senhor o melhor amigo de todos e entregar-Lhe tudo (em outras palavras, servi-Lo com corpo, mente e palavras)-, estes nove processos são aceitos como serviço devocional puro. Alguém que dedicou sua vida a servir a Krishna através desses nove métodos deve ser considerado a pessoa mais erudita, pois adquiriu conhecimento completo.”

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Gitanjali 7



Minha canção despiu-se de seus adornos e não tem mais o luxo das roupas e enfeites. Os ornamentos iriam atrapalhar a nossa união, pois ficariam entre mim e Ti, e o seu tilintar abafaria os Teus suspiros.
Minha vaidade de poeta enche-se de vergonha diante do Teu olhar. Ó Mestre poeta, eis-me sentado aos Teus pés! Permite apenas que eu torne simples e reta a minha vida, como flauta de bambu, para que Tú a enchas de música.

Tagore

terça-feira, 12 de junho de 2007

Para prakrti e Apara prakrti



Há duas classes de prakrti: para prakrti e apara prakrti. A jiva é chamada para (superior) prakrti: a jiva está acima da energia inferior, a matéria morta, que se chama apara prakrti. A jiva também é chamada energia marginal, pois, embora puramente espiritual, ela, às vezes, fica sob a influência da apara prakrti (maya) e, às vezes, sob a influência da energia espiritual.

Bhagavan Krishna descreve da seguinte maneira as energias do Supremo:

"Terra, água, fogo, ar, espaço, mente, inteligência e falso ego - ao todo, estes oito compreendem Minhas energias materiais diferenciadas [prakrti]. Além dessa natureza inferior, ó poderoso Arjuna, existe a Minha energia superior, constituída de todas as entidades vivas, que lutam com a natureza material e mantêm o Universo."
Introdução à Filosofia Védica
Satsvarupa Dasa Goswami

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O objetivo último da vida



vasudeva-para veda
vasudeva-para makhah
vasudeva-para yoga
vasudeva-parah kriyah
vasudeva-param jnanam
vasudeva-param tapah
vasudeva-paro dharmo
vasudeva-para gatih

"Nas escrituras reveladas, o objeto último de conhecimento é Sri Krsna, a Personalidade de Deus.
O propósito de executar sacrifícios é para satisfazê-Lo.
Yoga é para realizá-Lo.
Todas as actividades fruitivas são concedidas por Ele.
Ele é o Supremo conhecimento, e todas as austeridades severas são executadas para conhecê-Lo.
Religião (Dharma) é oferecer-Lhe serviço amoroso.
Ele é o objetivo último da vida."

Srimad Bhagavatam 1.2.28-29

BF p/ Prahladesh Das

domingo, 10 de junho de 2007

Vedanta-sutra



O Vedanta-sutra consiste em códigos que revelam o método de se compreender o conhecimento védico, e é a forma mais concisa de todo o conhecimento védico. Segundo o Vayu e o Skanda Puranas: " Um sutra é um código que, com um mínimo de palavras, expressa a essência de todo o conhecimento. Deve ter aplicação universal e contar com uma impecável apresentação linguística."

Os estudiosos conhecem o Vedanta-sutra por uma variedade de nomes, tais como (1) Brahma-sutra, (2)Sariraka, (3) Vyasa-sutra, (4) Badarayana-sutra, (5)Uttara-mimansa, e (6) Vedanta-darsana. Há quatro capítulos (adhyayas) no Vedanta-sutra e quatro divisões (padas) em cada capítulo. Assim, o Vedanta-sutra é conhecido como sodosa-pada, pois contém dezesseis divisões de códigos. O tema de cada divisão é plenamente descrito em termos de cinco assuntos diferentes (adhikaranas), que são tecnicamente chamados de pratijna, hetu, udaharana, upanaya e nigamana. Todo tema deve ser necessariamente explicado com referência a pratijna, ou uma declaração solene da finalidade do tratado. No início do Vedanta-sutra existe a solene declaração da finalidade, athato brahma-jijnasa: " Agora é a hora de indagar acerca da Verdade Absoluta". As razões (hetu) devem ser expressas, os exemplos (udaharana) devem ser dados em termos de vários fatos, o tema (upanaya) deve ser abordado aos poucos para que se chegue à compreensão, e, finalmente, ele deve ser apoiado por citações autorizadas (nigamana) extraídas dos sastras védicos.

Segundo o grande lexicógrafico Hemacandra (tb conhecido como Kosakara), o Vedanta abrange o significado dos Upanisads, os quais incluem-se nas porções Brahmanas dos Vedas. Como o professor Apte descreve em seu dicionário, a porção Brahmana fornece as regras com as quais se empregam hinos em vários sacrifícios e dá relato pormenorizados das origens dos hinos. (Por outro lado, a porção mântrica contém os próprios hinos.) Portanto, Hemachandra diz que o Vedanta-sutra forma o suplemento dos Vedas. Como Veda significa "conhecimento", e anta significa "o fim" , o Vedanta proporciona o entendimento adequado de próposito final dos Vedas. Podemos novamente mencionar que os Upanisads, que estão incluídos na porção Brahmana dos Vedas, apóiam o conhecimento dado nos códigos do Vedanta-sutra.

Introdução à Filosofia Védica
Satsvarupa Dasa Goswami

sábado, 9 de junho de 2007

Servindo a Deidade


Existem variados graus de complexidade na prática de servir a Deidade. É bom deixar esse tipo de prática para depois de já termos uma compreensão básica do conhecimento transcendental e estando praticando os primeiros 3 itens regularmente sem falta. Em seu aspecto mais simples, podemos obter um quadro ou pôster do Panca-Tattwa, e/ou uma imagem ou foto de Krishna e Radha, junto com uma foto de Srila Prabhupada e, todos os dias, uma ou duas vezes por dia, no mesmo horário, oferecer um incenso, uma flor (perfumada) e água, cantando o maha-mantra Hare Krishna (ou tocando uma gravação de um kirtana) e prestando reverências (tocando nossa cabeça ao chão), antes e depois de sua oferenda. Novamente, como no caso de oferecer prasadam, o que importa é o amor e devoção do ato, não o ritual em si. Lembre-se que tudo que for oferecido para a Deidade, torna-se prasadam, ou seja, misericórdia do Senhor, e trás benefícios espirituais eternos para aqueles que tiverem contato posterior com o objeto oferecido, seja através do cheiro (no caso do incenso e flores), seja através do consumo (no caso de alimentos e água), ou até mesmo pelo simples contato físico com aquilo que foi oferecido (é habitual jogar gotinhas de água oferecida na cabeça).

Como no caso dos alimentos, tudo que for oferecido deve estar limpo e ainda não experimentado e a parafernália usada para a Deidade deve ser de uso exclusivo dEla; por exemplo, o incenso e flores não devem ter sido cheirados antes de oferecê-los, o isqueiro para acender o incenso deve ser usado só para a Deidade, etc.

Manual de Bhakti-yoga

p/ Giridhari Das

sexta-feira, 8 de junho de 2007

A Suprema Personalidade de Deus concluiu:


Verdadeira opulência é Minha própria natureza como a Personalidade de Deus, através da qual exibo as seis opulências ilimitadas. O Supremo ganho da vida é o serviço devocional a Mim, e verdadeira educação é anular a falsa percepção de dualidade dentro da minha alma. Real modéstia é ter repugnância a atividades impróprias, e beleza é possuir boas qualidades tais como desapego. Verdadeira felicidade é transcender a felicidade e infelicidade materiais, e verdadeira miséria é envolver-se na busca do prazer sexual. Homem sábio é aquele que conhece o processo para libertar-se do cativeiro, e tolo é aquele que se identifica com o corpo e mente materiais. O verdadeiro caminho na vida é o que conduz a Mim, e o caminho errado é o gozo dos sentidos, mediante o qual a consciência fica confundida. Verdadeiro céu é a predominância do modo da bondade, ao passo que inferno é o predomínio da ignorância. Eu sou o verdadeiro amigo de todos, agindo como o Mestre espiritual do Universo inteiro, e o lar da pessoa é o corpo humano. Meu querido amigo, diz-se que quem é dotado com boas qualidades é deveras rico, e quem não está satisfeito com a vida é de fato pobre. Desventurado é aquele que não consegue controlar os sentidos, ao passo que quem não se apega ao gozo dos sentidos é um verdadeiro controlador. Aquele que se apega ao gozo dos sentidos é o oposto, um escravo. Dessa maneira , elucidei todos os assuntos sobre os quais indagaste. Não há necessidade de uma descrição mais minuciosa dessas boas e más qualidades, pois sempre ver o bem e o mal é em si uma qualidade má. A melhor qualidade é transcender o bem e o mal materiais.

SB 11.19.40-45