terça-feira, 18 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vida espiritual sã implica em ter olhos abertos para a realidade. Não é fuga da realidade, nem fantasias ou delírios. A pessoa sabe muito bem onde está pisando e não se deixa iludir. Sabe distinguir entre o que vale a pena e o que não vale a pena investir na vida. Não engana nem é enganada. Está atenta para não se deixar confundir entre ilusão e realidade. Espiritualidade genuína implica em conhecimento do eu, do mundo e de Deus. Não é algo caprichoso ou meramente sentimental . A essência da espiritualidade genuína é a conexão entre a alma individual e a Alma Suprema, Deus, e essa relação é na base do amor e devoção. Estando, assim, consciente da realidade e em comunhão com Deus, pode-se experimentar auto-confiança, paz interior e felicidade plena, mesmo em meio a este mundo caótico.
Purushatraya Swami

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


Mesmo não aceitando os conceitos de karma e renascimento, considere: "Colhemos o que semeamos". O que hoje somos, já é nossa colheita. O agricultor sensato separa os melhores grãos para serem usados como sementes no próximo plantio. De fato, temos nosso destino em nossas mãos. Agora está na hora de semear para a próxima safra. Temos que limpar e preparar bem o terreno (purificação), adubar (conhecimento espiritual) e regar regularmente (práticas espirituais) . Purushatraya Swami

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Srila Prabhupada

Eis a extraordinária pessoa que dedicou sua vida a ensinar o mundo sobre a consciência de Krishna, a mensagem de sabedoria espiritual mais nobre da Índia antiga.
Srila Prabhupada escreveu mais de quarenta volumes de tradução e comentários sobre tais clássicos como o Srimad Bhagavatam, o Caitanya Caritamrita e o Bhagavad-gita. Ele escreveu não unicamente como um erudito, mas como um praticante perfeito. Ele ensinou não apenas através de seus escritos, mas também por meio de seu exemplo de vida.
Ao longo de sua obra, a intenção de Srila Prabhupada foi transmitir o sentido natural das escrituras sem se desviar com interpretações especuladoras, propiciando-nos uma versão autêntica das conclusões védicas sobre tópicos tão importantes como o propósito da vida humana, a natureza da alma, a consciência e Deus.
Em 1965, representando uma nobre linhagem de mestres, que data desde milhares de anos, Srila Prabhupada navegou da Índia até Nova York, com a idade de 69 anos, para compartilhar a mensagem do Senhor Krishna. Trazia com ele nada mais que a roupa do corpo, uma caixa de livros e US$7 de troco. Nos anos que se seguiram, ele viajou e pregou em todo o mundo, abriu 108 templos e fundou a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON).
Apesar de não estar mais presente fisicamente no mundo, ele vive para sempre em seus livros, e nos corações daqueles cujas vidas ele tocou.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quando a Ciência se Volta à Espiritualidade

Imagine um fazendeiro que ganha uma Mercedes Benz de presente. O único veículo que ele conheceu em toda a sua vida foi um trator, e a única função que ele conhece para os veículos é arar. Então ele engata na traseira de seu novo Mercedes um arado e começa a dirigir ao longo de suas terras. Como poderia se esperar, não só ele fracassa na sua tentativa de arar, como seu carro começa a apresentar vários problemas. Ele se torna totalmente frustrado – consigo mesmo, com seu carro e com sua fazenda.
“Ridículo”, nós diríamos sobre alguém usar uma Mercedes para arar. Mas poderia esta ser a história de nossas vidas? As escrituras Védicas – e as escrituras de todas as grandes religiões do mundo – dizem que a vida humana tem como objetivo adquirir, não prazeres materiais, mas realizações espirituais. As escrituras Védicas, com mais profundidade, explicam que o corpo humano é um veículo precioso que a alma obtém após transmigrar por 8.4 milhões de espécies. Em todos os corpos subumanos, a alma tem acesso apenas a prazeres materiais, através da satisfação das demandas do corpo de comer, dormir, acasalar e defender-se. Todo prazer material é trabalhoso para se obter. Mesmo quando obtido, ele não é satisfatório devido à limitada capacidade de o corpo desfrutar. E mesmo esse insignificante desfrute é interrompido por doenças, velhice e por fim pela morte.
Apenas no corpo humano é a alma evoluída o bastante para ter acesso a uma fonte de prazer superior – amor por Deus. As escrituras Védicas explicam que amor por Deus capacita a alma a atingir felicidade eterna no mundo espiritual, sua residência original. Atingir tal amor por Deus é o objetivo específico e exclusivo pelo qual a alma deveria usar o corpo humano.
Podemos comparar os corpos subumanos, que oferecem prazeres corpóreos fugazes, a tratores, que têm por fim arar a terra. E podemos comparar o corpo humano, que pode oferecer a alma felicidade interminável, a um fino Mercedes projetado para se passear com estilo. Usar o corpo humano para prazeres sensoriais não é muito diferente de usar um carro esportivo para arar.
Porque nós vemos a maior parte das pessoas ao redor de nós com metas matérias – sexo, riqueza, luxo, prestígio, poder, fama – nós tomamos tais metas para nós como o verdadeiro motivo da vida. Nosso comportamento, como no ditado, é de “Maria vai com as outras”. Mas o isolado fato de a maioria estar em um caminho, não faz dele correto.
Os Fatos Falam Por Si
Se uma Mercedes é usada para arar, obtém-se três coisas: um terreno estragado, um carro quebrado e um motorista frustrado. Analogamente, vamos ver o que a ciência tem descoberto sobre usar o corpo humano apenas para se obter prazer sensual. Mais especificamente, o que acontece com o meio ambiente (o terreno), com o corpo humano (o carro) e conosco mesmos (o motorista)?
O meio ambiente - O biólogo E. O. Wilson, bem como vários outros cientistas, estudou a complexa interdependência entre várias espécies na biosfera. Ele afirma que toda espécie trás alguma contribuição para o ecossistema do planeta. Por exemplo, se a vegetação diminui, os herbívoros são afetados, e então os carnívoros também são. Mas ele descobriu que uma espécie não contribui para o ecossistema – a espécie humana. Se a espécie humana se tornasse extinta, não haveria praticamente nenhum problema para nenhuma outra espécie ou para o ecossistema. De fato, a extinção do homem resolveria a maior parte dos problemas ecológicos. A espécie humana é – de forma argumentável - a mais inteligência no planeta. Normalmente quanto mais inteligente o estudante, mais positiva é sua contribuição. Assim, por que, entre todas as espécies, nossa contribuição ao ecossistema não é a mais positiva, mas a mais negativa? Poderia isso significar que nossa contribuição deva ser em um nível acima do físico?
O corpo humano - Como atividades focadas principalmente no desfrute afetam o corpo humano? Fumar trás problemas respiratórios, beber trás problemas ao fígado, comer junk food e comida não vegetariana arruína o sistema digestivo, e sexo ilícito – que é o prazer carnal mais exageradamente incentivado – trás a AIDS, uma epidemia para a qual não há solução. A mídia, sociedade e educação atuais nos doutrinaram de forma a fazer com que acreditemos ser o prazer material a meta da vida. Será que não estaríamos terrivelmente confusos ao utilizar o corpo humano em atividades para as quais ele não foi feito?
Nós mesmos - E quanto aos efeitos sobre nós mesmos? Cientistas continuam engatinhando no conhecimento acerca do que é o eu. Mas uma coisa é certa: quanto mais à sociedade moderna negligencia ou rejeita o desenvolvimento espiritual, em mais problemas se enreda o eu. Nossos crescentes problemas psicológicos tornam isso evidente.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que as doenças psicológicas – stress, depressão, vícios, problemas psicossomáticos – serão o maior problema de saúde no século atual. Ainda pior, as estatísticas da OMS mostram que mais de um milhão de pessoas cometem suicídio anualmente. O que é maior que o numero mortes anuais por crimes e guerras combinados. E este número é a apenas o número de suicídios reportados.
Doenças psicológicas e suicídios têm muitas causas. Mas a origem mais comum para ambos é a frustração de não conseguir obter uma meta estabelecida, seja lá qual for. Quando essa frustração alcança um nível elevado de sofrimento e ansiedade, a pessoas sente sua existência como uma grande agonia; e o fim da própria existência parece ser a única solução. O que acontece para que nós, humanos modernos, os mais inteligentes entre todas as espécies, sejamos a única espécie cujos membros cometem suicídio em números tão alarmantes? A OMS chama o suicídio de “um trágico problema de saúde social” e afirma não haver cura comprovada para ele. Será que as metas que a sociedade traça para nós são incompatíveis para conosco e invocam a frustração que nos direciona a problemas psicológicos, tendo como fim derradeiro o suicídio?
Só Acredita Vendo?
Como canalizar a energia humana para a elevação spiritual afeta o ecossistema, a saúde humana e o eu? Vejamos o que diz a ciência.
Ecologia - A maior parte dos problemas ecológicos surgiu do materialismo e do consumismo que acompanham o decline da espiritualidade e sua inerente auto-restrição. Por conseguinte, a citação que segue de Alan Durning, do instituto World Watch, representa o que muitos cientistas consideram como sendo a única esperança para salvar o meio ambiente: “Em uma frágil biosfera, o destino último da humanidade depende da possibilidade de cultivarmos um profundo senso de auto-restrição, que precisaria ser amplamente difundido por uma ética que limitasse o consumismo e incentivasse a busca por enriquecimento não material”. Todas as formas de enriquecimento não material – oração, yoga, meditação, cantar dos santos nomes – claramente apontam a uma dimensão espiritual de vida. E tal dimensão espiritual é explicada da forma mais compreensível nas escrituras Védicas. De fato, o Vedanta-sutra começa com uma invocação clara e direta: athato brahma jijñasa. “Agora, portanto, [agora que você tem um corpo humano], devote-se a inquirir sobre tópicos espirituais”. (Vedanta-sutra 1.1)
Saúde humana - A atual epidemia da natalidade descontrolada mostra que as injunções das escrituras relacionadas à auto-restrição – sobriedade (não intoxicação) e castidade (não sexo ilícito), por exemplo – têm sua função, também, como auxiliadores da saúde pública. Herbert Benson da Escola de Medicina Harvard, citando sua extensa pesquisa sobre os benefícios físicos e mentais da vida espiritual, afirma que o corpo e a mente humanos estão “ligados a Deus”. Também em Reader’s Digest (Janeiro de 2001), foi publicada uma pesquisa que afirma que as pessoas que acreditam em Deus vivem em média onze anos a mais do que aquelas que não acreditam.
O eu - E quanto ao eu? A ciência fez uma preciosa descoberta: espiritualidade é certamente um afago para o eu. Pesquisas e mais pesquisar têm demonstrado que práticas espirituais afastam as pessoas de hábitos e comportamentos auto-destrutivos. Patrick Glynn da Universidade George Washington escreveu em seu livro Deus: A Evidência que pesquisas mostram que aqueles que não freqüentam grupos de oração são quatro vezes mais propensos a cometer suicídio do que aqueles que o fazem.
E mais. Uma pessoa parar de freqüentar tais reuniões foi descoberto como o melhor indício de que tal pessoa suicidará, até mesmo mais preciso do que o desemprego. Essas descobertas indicam que a espiritualidade trás prazer interior, que liberta as pessoas do insaciável e incontrolável desejo por prazeres externos que levam as pessoas a vícios e a suicídio posteriormente. Tais descobertas inspiraram alguns pensadores modernos a concluírem o que os Vedas concluem: que a espiritualidade não é parte de nossa vida, mas a essência de nossa vida. Stephen Covey, famoso autor da série Sete Hábitos das Pessoas Eficazes, apropriadamente elucida: “Não somos seres humanos em uma jornada espiritual. Somos seres espirituais em uma jornada humana”.
O que Estamos Esperando?
A ciência está claramente mostrando que a vida humana, quando usada para o desfrute material, é ecológica, física e espiritualmente desarmoniosa, desastrosa. A ciência também está indicando com muita ênfase que quando nos esforçamos em buscar a felicidade espiritual, nós beneficiamos nosso planeta e nosso corpo também. As escrituras védicas nos oferecem um balanceado programa de regulação material e crescimento espiritual para que alcancemos o mais alto potencial da vida humana. O Bhagavad-gita (6.17) afirma que ser regulado quanto a comer, dormir, trabalhar e divertir-se, acompanhado com as práticas espirituais, pavimentam o caminho para a liberação de todas as misérias materiais. A mais prática e poderosa prática espiritual para a atual era moderna é o cantar do Maha-mantra Hare Krsna. Por se cantar, podemos alcançar um estado de felicidade que irá nos satisfazer plenamente, e nós não ficaremos perturbados por situação material, nem mesmo pela mais caótica das situações materiais. (Bhagavad-gita 6.22)
É hora de parar de usar a Mercedes para arar. Está na hora de colocar nosso veículo humano na marcha do cantar de Hare Krsna. Assim poderemos acelerar pela auto-estrada do serviço devocional, de volta a nossa morada há muito esquecida, junto a Krsna. De volta ao lar, de volta ao Supremo.


Por Caitanya Carana dasa
Volta ao Supremo [Back to Godhead] – Vol. 41, No 3 • Maio / Junho 2007
Tradução por Bhagavan dasa (DvS)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010



Que vc seja muito feliz no ano novo, tenha muita paz, saúde, fé e realizações, é o que, sinceramente desejo.

B o a s F e s t a s!