quarta-feira, 31 de outubro de 2007


"Um dos passatempos mais importantes associados com Diwali é o Damodara Lila,o passatempo no qual Mãe Yasoda tenta amarrar Krsna com uma corda. A corda é dois dedos mais curta. Então ela amarra mais cordas, mas não importa a quantidade de corda usada, as cordas combinadas permanecem dois dedos mais curta. Este passatempo significa que não importa o quanto nós tentarmos, sempre estaremos "curtos" na nossa tentativa de entender Deus com nossa inteligência".
p/ Caitanya Caran Dasa

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Damodara Ki Jaya !!!



A corda com a qual Mãe Yasoda tenta amarrar Krsna é sempre dois dedos mais curta. O que representam estes dois dedos? Um dedo representa o esforço do devoto, o outro dedo a misericórdia de Krsna.
Quando Sri Krsna vê o esforço amoroso, devocional e sincero (1º dedo) de um devoto, mostra Sua misericórdia (2º dedo) e deixa-se amarrar por este amor.

Srila Prabhupada explica:

Do Livro de Krsna: "Mãe Yasoda Amarra o Senhor Krsna."

"De tanto tentar amarrar Seu filho, ela ficou cansada.
Estava a suar, e a guirlanda que se encontrava sobre sua cabeça caiu.
Neste momento o Senhor Krsna apreciou o grande esforço de Sua mãe, e sentindo compaixão por ela, deixou-se amarrar pelas cordas.
Brincando como uma criança humana na casa de mãe Yasoda , Krsna estava a representar os passatempos escolhidos por Ele Mesmo.
Evidentemente, ninguém pode controlar a Suprema Personalidade de Deus.
O devoto puro rende-se aos pés de lótus do Senhor, que talvez o proteja ou reprima.
Mas pela sua parte, o devoto jamais se esquece de sua própria posição de rendição.
Similarmente, o Senhor também sente prazer transcendental ao Se submeter à protecção do devoto.
Isto se exemplificou pela rendição de Krsna a Yasoda, Sua mãe."

p/ Prahladesh Dasa
http://www.bhakti-tattva.blogspot.com/

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sri Damodarastakam


(1)Ao Senhor Supremo, Sri Damodara, cuja forma é a corporificação da existência, conhecimento e bem-aventuranç a eternos; cujos brincos em forma de tubarão se balançam para a frente e para atrás; que brilha lindamente no reino divino de Gokula. Que, devido ao fato de ter cometido uma ofensa, quebrando o pote de yogurt que Sua mãe estava batendo para fazer manteiga, e em seguida roubando o pote de manteiga que está pendurado num balanço, está correndo velozmente tentando evitar o castigo no pilão de madeira, pois está com medo de mãe Yashoda; mas que foi pego pelas costas por ela, que correu atrás dEle com a maior rapidez. A esse Senhor Supremo, Sri Damodara, ofereço minhas humildes reverências.

(2)[Ao ver a chibata na mão de sua mãe,] Ele está chorando, e esfregando Seus olhos repetidas vezes com Suas duas mãos de lótus. Seus olhos estão cheios de temor, e o colar de pérolas ao redor de Seu pescoço (que está marcado com três linhas tais como um búzio) está balançando devido a respiração acelerada causada pelo choro. A Esse Senhor Supremo Sri Damodara, cuja barriga está amarrada não por cordas, mas pelo amor puro de Sua mãe, ofereço minhas humildes reverências.

(3)Com passatempos infantis tais como esse, Ele está afogando os habitantes de Gokula em lagos de êxtase, e está revelando àqueles devotos que estão absorto a cerca de Sua Suprema majestade e opulência que Ele só é conquistado pelo devoto cujo amor puro está imbuido de intimidade, e está livre de todas as concepções de respeito e reverência. A Esse Senhor Supremo, Sri Damodara, volto a oferecer minhas humildes reverências centenas e centenas de vezes.

(4)Ó Senhor Damodara, embora possas conceder todas as espécies de bençãos, não oro a Ti pedindo que me favoreças com liberação impesoal, nem com a mais elevada liberação (a vida eterna em Vaikunta), nem com alguma outra generosidade (que pode ser obtida através da execução dos nove processos de bhakti). Tudo o que desejo é que esta tua forma como Bala-Gopala possa sempre se manifestar em meu coração, pois que me adianta alguma outra dádiva que não seja está?

(5)Ó Senhor, Teu rosto de lótus com tonalidade avermelhada, circundado por mechas de cabelos negros macios, é repetidas vezes beijado por mãe Yashoda, e Tua boca é avermelhada como a fruta bimba. Que está linda visão de Teu rosto de lótus sempre se manifeste em meu coração (mente). Milhares e milhares de outras bençãos não têm sentido para mim.

(6)Ó Damodara, ó Deus Supremo, ó Ananta, ó Visnu, ó Mestre, ó meu Senhor, por favor, fica satisfeito comigo. Lançando sobre mim Teu olhar misericórdioso, liberta esse pobre tolo ignorante, que neste mundo está imerso num oceano de lamentações, e torna-Te visível aos meus olhos.

(7)Assim como os dois filhos de Kuvera, Manigriva e Nalakuvara, foram liberados da maldição lançada por Narada, e se tornaram grandes devotos graças a Ti, enquanto era um bêbê amarrado por uma corda a um pilão de madeira, da mesma forma, por favor, dai-me Tua própria prema-bhakti. Só almejo isso e não tenho nenhum desejo de alcançar alguma espécie de liberação.

(8)Ó Senhor Damodara, em primeiro lugar, ofereço minhas reverências a refulgente corda que amarra Teu abdômen. Em seguida, ofereço minhas reverências a Teu abdomen, que é a morada do Universo inteiro. Humildemente, prosto-me ante Tua amadíssima Srimati Radharani, e ofereço minhas reverências a Ti, o Senhor Supremo, que manifesta passatempos ilmitados.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Damodara Masa - 26/10 a 24/11/2007


Clique aqui para escutar a história do famoso passatempo de Sri Damodara: http://69.46.22.21/audio/pt/kb/KB_09.mp3.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007



Assim como se acende o fogo na madeira através de outro fogo, a consciência divina do homem pode ser do mesmo modo acesa por outra divina graça. Sua Divina Graça, o mestre espiritual, pode acende o fogo espiritual nas entidades vivas como em madeiras, transmitindo mensagens espirituais apropriadas, injetadas através do ouvido receptivo. Portanto, se requer que nos aproximemos de mestre espiritual apropriado somente com ouvidos receptivos, e assim a existência divina pode ser gradualmente realizada.
Srimad Bhagavatam 1.2.32 sig.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Pessoa Suprema


Porque sou transcendental, situado além do falível e do infalível, e porque sou o maior, sou celebrado tanto no mundo quanto nos Vedas como essa Pessoa Suprema.

Ninguém – nem a alma condicionada nem a alma liberada – pode superar a Suprema Personalidade de Deus, Krishna. Ele é, portanto, a maior das personalidades. Ora, aqui está claro que as entidades vivas e a Suprema Personalidade de Deus são indivíduos. A diferença é que as entidades vivas, quer no estado condicionado, quer no estado liberado, não podem exceder as potências inconcebíveis da Suprema Personalidade de Deus. É incorreto pensar que o Senhor Supremo e as entidades vivas estão no mesmo nível ou são iguais em todos os aspectos. Entre suas personalidades sempre pairará a questão da superioridade e da inferioridade. A palavra uttama é muito importante. Ninguém pode superar a Suprema Personalidade de Deus.
A palavra loke significa “no paurusa agama (as escrituras smrti)”. Como se confirma no dicionário Nirukti, lokyate vedartho ‘nena: “O propósito dos Vedas é explicado pelas escrituras smrti”.
O Senhor Supremo, em Seu aspecto localizado como Paramatma, também é descrito nos próprios Vedas. O seguinte verso aparece nos Vedas (Chandogya Upanisad 8.12.3): tavad esa samprasado ‘smac charirat samutthaya param jyoti-rupam sampadya svena rupenabhinispadyate sa uttamah purusah. “A Superalma, saindo do corpo, entra no brahmajyoti impessoal; então, assumindo essa forma, Ele mantém Sua identidade espiritual. Este Supremo é chamado de Suprema Personalidade.” Isto significa que a Suprema Personalidade está manifestando e difundindo Sua refulgência espiritual, que é a iluminação última. Esta Suprema Personalidade também tem um aspecto localizado, o Paramatma. Encarnando como Vyasadeva, o filho de Satyavati e Parasara, Ele explica o conhecimento védico.

Bhagavad Gita 15.18