
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Brahma-samhita - texto 33
advaitam acyutam anadim ananta-rupam
adyam purana-purusam nava-yauvanam ca
vedesu durlabham adurlabham atma-bhaktau
govindam adi-purusam tam aham bhajami
advaitam—único e inigualável; acyutam—sem deterioração; anadim—sem começo; ananta-rupam—cuja forma é ilimitada, ou que possui ilimitadas formas; adyam—o começo; purana-purusam—a pessoa mais antiga; nava-yauvanam—uma florescente juventude; ca—também; vedesu—através dos Vedas; durlabham—inacessível; adurlabham—não difícil de ser obtido; atma-bhaktau—pela devoção pura da alma; govindam—Govinda; adi-purusam—a pessoa original; tam—a Ele; aham—eu; bhajami—adoro.
Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que é inacessível aos Vedas, mas obtenível pela devoção pura e genuína da alma, que é único e inigualável, que não é sujeito à deterioração, que é sem começo, cuja forma é ilimitada, que é o começo e o purusa eterno; Ele, contudo, é uma pessoa possuidora da beleza da florescente juventude.
adyam purana-purusam nava-yauvanam ca
vedesu durlabham adurlabham atma-bhaktau
govindam adi-purusam tam aham bhajami
advaitam—único e inigualável; acyutam—sem deterioração; anadim—sem começo; ananta-rupam—cuja forma é ilimitada, ou que possui ilimitadas formas; adyam—o começo; purana-purusam—a pessoa mais antiga; nava-yauvanam—uma florescente juventude; ca—também; vedesu—através dos Vedas; durlabham—inacessível; adurlabham—não difícil de ser obtido; atma-bhaktau—pela devoção pura da alma; govindam—Govinda; adi-purusam—a pessoa original; tam—a Ele; aham—eu; bhajami—adoro.
Eu adoro Govinda, o Senhor primordial, que é inacessível aos Vedas, mas obtenível pela devoção pura e genuína da alma, que é único e inigualável, que não é sujeito à deterioração, que é sem começo, cuja forma é ilimitada, que é o começo e o purusa eterno; Ele, contudo, é uma pessoa possuidora da beleza da florescente juventude.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Sobre Srila Prabhupada
A. C. BHAKTIVEDANTA SVAMI PRABHUPADA foi o Fundador-acarya da Sociedade Internacional para a Consciência de Krsna. Foi ele quem levou os ensinamentos do Senhor Caitanya para fora da Índia e os difundiu pelo mundo todo. Ele foi o autor do Bhagavad-gita Como Ele É e muitos outros volumes de traduções, comentários e instruções espirituais.
Embora uma vela acenda ilimitado número de outras velas, cada uma com a mesma intensidade da primeira, esta ainda permanece a vela original. Analogamente, embora Se expanda em ilimitadas formas, a Suprema Personalidade de Deus ainda permanece a causa original de todas causas. Nos Vedas, essa causa original suprema é chamada de Krishna, porque Ele possui ilimitadas qualidades transcendentais, que podem atrair todos os seres vivos.
Há quinhentos anos, essa mesma causa suprema, o Senhor Sri Krishna, apareceu como Sri Chaitanya Mahaprabhu e declarou que o cantar de Seus santos nomes, o mantra Hare Krishna, atravessaria as fronteiras da Índia e se espalharia por todas as cidades e aldeias do mundo. Passaram-se assim centenas de anos enquanto os fiéis seguidores do Senhor Chaitanya esforçavam-se para expandir Sua missão. Todavia, eles ficaram perguntando-se como e quando a audaciosa predição do Senhor se concretizaria. Então, no dia 13 de agosto de 1965, poucos dias antes de seu aniversário de sessenta e nove anos, A. C. Bhaktivedanta Swami - filósofo, erudito e santo - partiu para os Estados Unidos para ver o que se poderia fazer. Solicitando uma passagem gratuita a certa companhia marítima local, ele viajou como o único passageiro a bordo do pequeno e velho cargueiro chamado Jaladuta. Tinha como pertences uma mala, um guarda-chuva, uma provisão de cereais, o equivalente a cerca de sete dólares em moeda indiana e várias caixas de livros.
Quando o Jaladuta aportou em Nova Iorque, trinta e sete dias depois, Bhaktivedanta Swami estava completamente só. Ele fora para os Estados Unidos sem conhecer ninguém, sem absolutamente nenhum meio aparente de subsistência e com apenas um escasso punhado de posses que carregara consigo abordo do navio. Não tinha dinheiro, amigos, seguidores, nem sua juventude, boa saúde ou mesmo uma idéia clara de como cumpriria seu extraordinário objetivo - apresentar o conhecimento espiritual dos Vedas a toda sociedade ocidental.
Numa poesia escrita em bengali logo após sua chegada, Bhaktivedanta Swami expressou sua humilde fé no Senhor Sri Krishna e a instrução especial de seu próprio mestre espiritual, que o instigara a difundir os ensinamentos da consciência de Krishna em todo o mundo:
"Meu querido Senhor Krishna...Como farei com que compreendam esta mensagem da consciência de Krishna? Sou muito desventurado, desqualificado e o mais caído. Portanto, busco Sua bênção de modo que possa convencê-los, pois não tenho poder para fazê-lo por conta própria. Tenho certeza de que, quando esta mensagem transcendental penetrar em seus corações, eles decerto se sentirão contentes e assim se livrarão de todas as condições infelizes da vida."
Essa poesia foi escrita dia 17 de setembro de 1965. Pouco mais de doze anos depois, dia 14 de novembro de 1977, Bhaktivedanta Swami partiu deste mundo, na Índia, com oitenta e um anos de idade. O que aconteceu nesses doze anos? O que Bhaktivedanta Swami conseguiu realizar durante esse breve período, tendo começado do nada e com uma idade em que a maioria das pessoas está pronta para aposentar-se? A lista de realizações é surpreendente sob todos os pontos de vista.
Em suma, entre 1965 e 1977, Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Swami, ou Srila Prabhupada, como seus seguidores carinhosamente passaram a chamá-lo, propagou os ensinamentos da consciência de Krishna em todas as principais cidades do mundo e formou um a sociedade internacional constituída de milhares de membros dedicados. Estabeleceu cento e oito templos, com propriedades magníficas espalhadas pelos seis continentes, e circulou o globo doze vezes para orientar pessoalmente os participantes de sua expansiva missão. Como se isso já não bastasse para alguém com aquela idade, Srila Prabhupada também traduziu, escreveu e publicou cinquenta e um volumes de livros em vinte e oito línguas diferentes, com dezenas de milhões deles distribuídos em todo o mundo. Proferiu milhares de palestras, escreveu milhares de cartas e participou de milhares de conversações não só com admiradores, mas também com críticos. E ganhou a estima de centenas de preeminentes acadêmicos e figuras sociais, que tinham genuíno apreço por suas contribuições para o bem da religião, da filosofia e da cultura.
Em julho de 1966, à época da incorporação da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna - ISKCON, Srila Prabhupada não tinha sequer um seguidor vinculado. Nem por isso intimidado, ele recrutou voluntários dentre o pequeno grupo de frequentadores de suas palestras noturnas para atuar como os primeiros curadores da ISKCON. Hoje, a Sociedade Internacional para Consciência de Krishna abrange mais de trezentos templos, fazendas, escolas e projetos especiais em todo mundo e mantém uma congregação mundial com milhões de adeptos.
Embora uma vela acenda ilimitado número de outras velas, cada uma com a mesma intensidade da primeira, esta ainda permanece a vela original. Analogamente, embora Se expanda em ilimitadas formas, a Suprema Personalidade de Deus ainda permanece a causa original de todas causas. Nos Vedas, essa causa original suprema é chamada de Krishna, porque Ele possui ilimitadas qualidades transcendentais, que podem atrair todos os seres vivos.
Há quinhentos anos, essa mesma causa suprema, o Senhor Sri Krishna, apareceu como Sri Chaitanya Mahaprabhu e declarou que o cantar de Seus santos nomes, o mantra Hare Krishna, atravessaria as fronteiras da Índia e se espalharia por todas as cidades e aldeias do mundo. Passaram-se assim centenas de anos enquanto os fiéis seguidores do Senhor Chaitanya esforçavam-se para expandir Sua missão. Todavia, eles ficaram perguntando-se como e quando a audaciosa predição do Senhor se concretizaria. Então, no dia 13 de agosto de 1965, poucos dias antes de seu aniversário de sessenta e nove anos, A. C. Bhaktivedanta Swami - filósofo, erudito e santo - partiu para os Estados Unidos para ver o que se poderia fazer. Solicitando uma passagem gratuita a certa companhia marítima local, ele viajou como o único passageiro a bordo do pequeno e velho cargueiro chamado Jaladuta. Tinha como pertences uma mala, um guarda-chuva, uma provisão de cereais, o equivalente a cerca de sete dólares em moeda indiana e várias caixas de livros.
Quando o Jaladuta aportou em Nova Iorque, trinta e sete dias depois, Bhaktivedanta Swami estava completamente só. Ele fora para os Estados Unidos sem conhecer ninguém, sem absolutamente nenhum meio aparente de subsistência e com apenas um escasso punhado de posses que carregara consigo abordo do navio. Não tinha dinheiro, amigos, seguidores, nem sua juventude, boa saúde ou mesmo uma idéia clara de como cumpriria seu extraordinário objetivo - apresentar o conhecimento espiritual dos Vedas a toda sociedade ocidental.
Numa poesia escrita em bengali logo após sua chegada, Bhaktivedanta Swami expressou sua humilde fé no Senhor Sri Krishna e a instrução especial de seu próprio mestre espiritual, que o instigara a difundir os ensinamentos da consciência de Krishna em todo o mundo:
"Meu querido Senhor Krishna...Como farei com que compreendam esta mensagem da consciência de Krishna? Sou muito desventurado, desqualificado e o mais caído. Portanto, busco Sua bênção de modo que possa convencê-los, pois não tenho poder para fazê-lo por conta própria. Tenho certeza de que, quando esta mensagem transcendental penetrar em seus corações, eles decerto se sentirão contentes e assim se livrarão de todas as condições infelizes da vida."
Essa poesia foi escrita dia 17 de setembro de 1965. Pouco mais de doze anos depois, dia 14 de novembro de 1977, Bhaktivedanta Swami partiu deste mundo, na Índia, com oitenta e um anos de idade. O que aconteceu nesses doze anos? O que Bhaktivedanta Swami conseguiu realizar durante esse breve período, tendo começado do nada e com uma idade em que a maioria das pessoas está pronta para aposentar-se? A lista de realizações é surpreendente sob todos os pontos de vista.
Em suma, entre 1965 e 1977, Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Swami, ou Srila Prabhupada, como seus seguidores carinhosamente passaram a chamá-lo, propagou os ensinamentos da consciência de Krishna em todas as principais cidades do mundo e formou um a sociedade internacional constituída de milhares de membros dedicados. Estabeleceu cento e oito templos, com propriedades magníficas espalhadas pelos seis continentes, e circulou o globo doze vezes para orientar pessoalmente os participantes de sua expansiva missão. Como se isso já não bastasse para alguém com aquela idade, Srila Prabhupada também traduziu, escreveu e publicou cinquenta e um volumes de livros em vinte e oito línguas diferentes, com dezenas de milhões deles distribuídos em todo o mundo. Proferiu milhares de palestras, escreveu milhares de cartas e participou de milhares de conversações não só com admiradores, mas também com críticos. E ganhou a estima de centenas de preeminentes acadêmicos e figuras sociais, que tinham genuíno apreço por suas contribuições para o bem da religião, da filosofia e da cultura.
Em julho de 1966, à época da incorporação da Sociedade Internacional para Consciência de Krishna - ISKCON, Srila Prabhupada não tinha sequer um seguidor vinculado. Nem por isso intimidado, ele recrutou voluntários dentre o pequeno grupo de frequentadores de suas palestras noturnas para atuar como os primeiros curadores da ISKCON. Hoje, a Sociedade Internacional para Consciência de Krishna abrange mais de trezentos templos, fazendas, escolas e projetos especiais em todo mundo e mantém uma congregação mundial com milhões de adeptos.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
"Compreendendo a natureza material"
É preciso executar este serviço devocional fortemente, com conhecimento perfeito e visão transcendental. É preciso ser fortemente renunciado, submeter-se a austeridades e praticar yoga mística a fim de fixar-se firmemente em auto-absorção.
Significado p/ Srila Prabhupada: Não se pode executar serviço devocional em consciência de Krsna cegamente, devido à emoção material ou à invenção mental. Menciona-se aqui especificamente que é preciso executar serviço devocional com conhecimento pleno, visualizando a Verdade Absoluta. Podemos entender a Verdade Absoluta, desenvolvendo conhecimento transcendental, e o resultado de tal conhecimento transcendental manifestar-se-á através da renúncia. Esta renúncia não é temporária ou artificial, mas é muito forte. Diz-se que o desenvolvimento da consciência de Krsna manifesta-se proporcionalmente ao desapego material, ou vairagya. Se alguém não se afasta do gozo material, deve-se compreender que ele não está avançando em consciência de Krsna. A renúncia em consciência de Krsna é tão forte que nenhuma ilusão atrativa pode desviá-la. Deve-se jejuar nos dois dias de Ekadasi, que caem no décimo-primeiro dia da lua crescente e da lua minguante, e nos aniversários do Senhor Krsna, do Senhor Rama e de Caitanya Mahaprabhu. Há muitos de tais dias de jejum. Yogena significa "controlando os sentidos e a mente." Yoga-indriyasamya- mah. Yogena quer dizer que alguém está seriamente absorto no eu e é capaz, mediante o desenvolvimento de conhecimento, de entender sua posição constitucional em relação com o Supereu. Dessa maneira, ele se fixa em serviço devocional, sem que nenhuma sedução material possa abalar sua fé.
Srimad-Bhagavatam 3.27. 22
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
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