terça-feira, 16 de junho de 2009

Passatempos de Krishna na Água




Muitas das espirituais atividades transcendentais do Senhor se relacionam com a água. Quando Krsna cria o mundo material, Ele assume uma forma de tamanho incomensurável e Se deita em uma espécie de sono, em transe ióguico, em Sua encarnação como a serpente Sesa, que flutua sobre o vivente e espiritual oceano causal. Incontáveis universos, um dos quais nós agora habitamos, vêm do corpo do Senhor quando Ele exala.

Então, o Senhor entra em cada universo e cria a partir de Sua transpiração um oceano que preenche metade da fechada estrutura universal. Ele Se deita nessa água, e Sua consorte, a deusa da fortuna, massageia Seus pés.

O Senhor desfruta flutuar sobre esse oceano cósmico com Sua consorte. Porque cada um de nós é uma pequena parte do Senhor, temos Suas propensões em um grau diminuto. Assim, o desejo do homem comum de flutuar sobre um barco, uma balsa ou outro engenho similar com a pessoa amada vem do Supremo, a fonte de tudo.

Outro exemplo de passatempos de Krsna envolvendo água ocorreu no começo da história do universo. Na cosmologia Védica, os planetas são pessoas conscientes. A Terra, certa vez, caiu dentro da água universal quando pessoas demoníacas perturbaram sua órbita perfurando-a em busca de óleo e afetando seu equilíbrio. Seres celestiais, chamados devas, que controlam o universo a serviço de Krsna, queriam que a Terra fosse resgatada. Atendendo ao pedido deles, o Senhor veio salvá-la. Ele assumiu a forma de um esplêndido e gigantesco javali (Varaha), mergulhou no fundo do oceano universal, pegou a Terra e gentilmente a carregou sobre Suas presas até a superfície da água. Tendo-o feito, um grande demônio os desafiou. O Senhor Varaha então cuidadosamente colocou a temerosa Terra sobre a água e deu a ela a habilidade de flutuar. Uma luta entre o Senhor e o demônio se deu dentro do grande oceano. Após derrotar o demônio, o Senhor Varaha retornou ao céu espiritual.

Algumas vezes, uma enchente devasta o universo, e Krsna assume a forma de um peixe dourado e brinca na água. Amarrado ao chifre no centro de Sua cabeça está um barco transportando sábios, o conhecimento Védico e as sementes que repovoarão o mundo após o dilúvio. Durante este passatempo, Krsna desfruta tanto de Seu brincar na água como de Sua relação amorosa com os grandes sábios.

Krsna, em Sua forma original, frequentemente Se diverte na água com Seus amigos e Suas amadas. Para a realização de Seus passatempos aquáticos, Ele escolhe rios como o Ganges e o Yamuna, que também são deusas puras em amor a Ele. Krsna também brinca em lagos grandes e pequenos repletos de lótus e cisnes e rodeados por pavilhões enfeitados com pedras preciosas. Tais corpos d’água são pessoas, devotos Seus, vivos em amor e bem-aventurança.
p/ Urmila devi dasi

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Incorpore
uma
nova
virtude
a
cada
dia!













As atividades do Senhor em associação com Suas diferentes energias devem ser descritas, apreciadas e ouvidas de acordo com os ensinamentos do Senhor Supremo. Se isto for feito regularmente com devoção e respeito, com certeza a pessoa escapará da energia ilusória do Senhor.

Significado : A ciência que consiste em aprender com seriedade um assunto é diferente dos sentimentos dos fanáticos. Os fanáticos ou tolos podem considerar que as atividades do Senhor relacionadas com a energia externa são inúteis para eles, e podem alegar falsamente que são fortes participantes da energia interna do Senhor, mas de fato as atividades que o Senhor executa em relação com a energia externa e a enegia interna estão inteiramente livres das garras da enegia externa do Senhor devem ouvir com devoção e regularidade sobre as atividades do Senhor que têm relação com a energia externa. Eles não devem saltar tolamente para atividades da enegia interna, deixando-se falsamente atrair pelas atividades da potência interna do Senhor, tais como Sua rasa-lila. Os recitadores baratos do Bhagavatam ficam muito entusiasmados com as atividades da potência interna do Senhor, e os pseudosdevotos, absortos no gozo dos sentidos materiais, dão um aparente salto para chegarem à fase das almas liberadas e assim sofrem uma queda e afundam-se nas garras da energia externa.
Alguns deles pensam que ouvir sobre os passatempos do Senhor significa ouvir sobre Suas atividades com as gopis ou sobre Seus passatempos em que, por exemplo, Ele ergue a Colina de Govardhana, e não dão a mínina importância às expansões plenárias do Senhor como os purusavataras e Seus passatempos que consitem em criar, manter e aniquilar os mundos materiais. Mas o devoto puro sabe que não há diferença entre os passatempos do Senhor, quer na rasa-lila, quer na criação, manutenção ou destruição do mundo material. Ao contrário, as descrições dessas atividades do Senhor como purusavataras são especificamente destinadas às pessoas que estão nas garras da energia externa. Tópicos como a rasa-lila se destinam às almas liberadas, e não às almas condicionadas. As almas condicionadas, m portanto, devem ouvir com apreço e devoção os passatempos do Senhor relacionados com a energia externa, e esses atos se equiparam a ouvir a rasa-lila na fase liberada. A alma condicionada não deve imitar as atividades das almas liberadas. O Senhor Sri Caitanya jamais Se dedicou a ouvir a rasa-lila ao lado de homens comuns.
No Srimad-Bhagavatam, a ciência de Deus, os primeiros nove cantos preparam o terreno para se ouvir o Décimo Canto. Isto continuará sendo explicado no último capítulo deste canto. E no Terceiro Canto tudo ficará mais explícito. O devoto puro do Senhor. portanto, deve começar a ler ou ouvir o Srimad-Bhagavatam desde o seu começo, e não ir direto ao Décimo Canto. Diversas vezes, alguns prertensos devotos solicitaram que apresentássemos imediatamente o Décimo Canto, mas evitamos essa ação porque queremos apresentar o Srimad-Bhagavatam como a ciência de Deus e não como um discurso sensual para as almas condicionadas. Proíbem isto autoridades tais como Sri Brahmaji. Lendo e ouvindo o Srimad-Bhagavatam como uma apresentação científica, as almas condicionadas serão promovidas aos poucos à etapa superior do conhecimento transcendental após se liberarem da energia ilusória baseada no gozo dos sentidos.
Srimad-Bhagavatam 2.7. 53

terça-feira, 9 de junho de 2009













Quando os grandes sábios passaram a desejar a obtenção de conhecimento, os ouvidos, o poder de ouvir, a deidade controladora da audição e os objetos de audição manifestaram- se. Os grandes sábios desejavam ouvir sobre o Eu.
Srimad-Bhagavatam 2.10.22


isvarah paramah krsnah

sac-cid-ananda-vigrahah

anadir-adir govindah

sarva-karana-karanam


(Brahma-samhita 5.1)


Obedeçamos todos ao Senhor Supremo, cuja mão está em tudo, sem exceção.
"O artista desenha uma rosa com muito primor e com toda atenção e senso crítico, e no entanto o desenho não sai tão perfeito como a rosa verdadeira. Se é este o fato, como podemos dizer que a rosa verdadeira tomou sua forma sem que uma inteligência estivesse por trás da beleza? Esta espécie de conclusão se deve a um pobre fundo de conhecimento". Srila Prabhupada (SB 2.10.50 sig)

segunda-feira, 1 de junho de 2009